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domingo, 10 de julho de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
Academia Sete - Lagoana de Letras / Trapalhão Zacarias
Zezinho, Patrícia, Lozandres, Dmtrius
(Posse do Zezinho na academia Sete-Lagoana de Letras)
CULTURA OMISSA É CULTURA?
Nesse último dia 28, no auditório da Casa da Cultura Francisco Timóteo; tomou posse na cadeira de Nº 3, o talentoso artista teatral; José Eustáquio Corrêa (Zezinho).
O novo acadêmico foi saudado por Maria Auxiliadora Matos de Melo, também Acadêmica.
Dirigindo a sessão solene estava o jornalista e Acadêmico; Márcio Vicente da Silveira Santos, secretariado por Mariza da Conceição Pereira.
Essa cadeira possui um sentido muito especial para a cidade porque traz o nome do Mauro Faccio Gonçalves(Zacarias). O grande humorista do quarteto dos trapalhões que faleceu em 1990. O Zacarias nunca se esqueceu da sua cidade natal; Sete Lagoas. Mencionava o tempo que podia sobre suas raízes e não desprezava seus entes.
Mas a solenidade estava muito boa e aspectos da vida do Mauro Faccio foram recordados com muita desenvoltura pelo Zezinho. Alguns números artísticos foram apresentados e muito aplaudidos.
Na platéia, além do público, estavam os acadêmicos com assentos efetivos na Academia Sete-Lagoana de Letras e um casal muito especial. Esse casal viajou de Rio das Ostras (RJ) exclusivamente para assistir a posse. Trata-se dos Fãs do Zacarias que foram contatados pela Rede aan. Lozandres Braga e Patrícia formam esse simpático casal que não mediram esforços para estarem presentes. Os mesmos estiveram na cidade na penúltima exposição na Galeria Myralda, quando aconteceu alí uma exposição documental sobre vida e obra do Zacarias.
Como vcs. Mesmos podem ver, se fizermos as coisas com um maior potencial comunicacional e um envolvimento mais sério, (em termos de investimentos na imagem cultural da cidade), poderemos ser considerados mais dignos e nossa cultura poderá ser mais bem vista, principalmente quando recebe visitas de pessoas de outras plagas como essa do casal Lozandres e Patrícia.
Eu não vou citar coisas chatas aqui como: - a necessária formação de uma política cultural sistemática que zela pelo bem cultural do cidadão local e muito menos citarei o desdém de pessoas chave para abrilhantar mais ainda os eventos culturais que veem sendo operacionalizados pela sociedade organizada de nossa cidade. Vou parar por aqui, porque o espaço e a ética me diz para maneirar um pouco. Mas não podemos esquecer que a semente é pequena em relação a arvore que ela gera. Se queremos ver uma cultura com dotação e captação orçamentária à sua altura, deveremos ser aptos a aprender cultivar pequenas sementes que caem em nosso solo. O Zacarias não foi somente uma semente que germinou por aqui, mas foi uma árvore inteira que teve seu cultivo garantido e cujo solo não suportou seu crescimento. Seus frutos não pereceram com a sua morte, mas vai depender é de como encaramos uma ameaça tão grande que é a evasão dessas “pessoas chaves” dos eventos tão importantes como esse da Academia. Isso atesta ‘nossa’ incompetência em assistir espetáculos e valorizá-los como processo histórico em curso e interferirmos nele como produtores e agentes culturais... Isso menospreza o que insistimos chamar de cultura para cairmos no meio do caminho com um pires e algumas moedinhas na mão dadas por políticos e empresários generosos.
Existe um pensamento dentro do marketing que cabe perfeitamente aqui; “Transforme as ameaças em oportunidades”... e a grande ameaça que enfrentamos, há muito tempo, é não estarmos no lugar certo na hora certa e não falarmos e fazermos as coisas certas no momento exato. Não podemos esquecer que somos a história e a construimos principalmente quando unimos pensamento e as ações em algo verticalmente magnânimo. Temos vários “Zacarias” por aqui e o solo continua o mesmo e o público “especial” continua cego e negligente com as pequenas sementes. Será que as “famílias” também seriam uma grande ameaça ou uma grande oportunidade para que nossa cultura seja cultivada???
Dmtrius Cotta
sábado, 30 de abril de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Wikileaks lança site
Wikileaks lança site de interação direta com internautas e faz parceria com blogs brasileiros
10/02/2011"Somente os brasileiros podem fazer isso", disse uma interlocutora do Wikileaks, ao pedir a desenvolvedores brasileiros a ajuda para criar um canal de comunicação direto da blogosfera com o fundador do site, Julian Assange. A Esfera, animadora, entre outras coisas, da comunidade Transparência Hacker, desenvolveu oWikileaks Roundtable, um site em que Assange vai dar entrevistas em video e responder questões que lhe serão encaminhadas, diretamente, pelos internautas.
Além disso, o Wikileaks anundicou hoje uma parceria com blogs brasileiros para divulgar os documentos vazados das embaixadas americanas. A partir de agora, os internautas vão escolher os temas que devem ser pesquisados e publicados no WikiLeaks. Os pedidos de pesquisa devem ser feitos ao blog da jornalista Natália Viana, colaboradora do WikiLeaks no Brasil. “Todos os pedidos serão publicados, e os temas mais pedidos terão prioridade”, diz ela ao site Comunique-se. A parceria para a divulgação das informações será, entre outros, com os blogs da Carta Capital, Luis Nassif Online, Blog do Mello, Escrevinhador, Viomundo, Nota de Rodapé, Maria Frô, Fazendo Média, Futepoca, Elaine Tavares, Gonzum, Blog do Rovai, Blog da Cidadania, Altamiro Borges e Doutor Sujeira.
No Link, do Estadão, tem uma boa matéria sobre a "mesa redonda", tradução de Roundtable, o site lançado na noite de ontem. E logo abaixo uma entrevista de Daniela Silva, uma das responsáveis pela Esfera e pelo projeto, sobre parceria com o Wikileaks, onde ela chama a atenção para a relação crescente entre a web, a rede, e a atividade do Wikileaks.
Quem desenvolveu o site foi o Capi Etheriel (@barraponto).
ARede - Pelo que entendi, a Wikileaks Roundtable é apenas uma "janela" do Wikileaks para debater com a blogosfera -- explorando canais como o Twitter (com as hashtags #wldiscuss e #wlquest) para a web falar com o Wikileaks. Por que isso é importante?
Daniela Silva - Não acho que é pouca coisa uma organização que alcançou a relevância política e midiática do Wikileaks, altamente baseada na integração com as mídias tradicionais, de repente decidir seguir o caminho de uma comunicação mais direta com as pessoas. É uma grande virada, e uma virada que aponta pra um jeito mais interessante de comunicar, articular e engajar.
Eu não conseguia ver muita novidade no caso do Wikileaks em relação ao que acontece normalmente na mídia: vazamentos de informação vindos de fontes quentes do governo. Não via novidade nenhuma no Wikileaks propriamente, a não ser na reação que veio da outra ponta – o bloqueio das empresas financeiras e dos provedores –, da articulação de guerrilha dos hackers para defender a causa, e principalmente do fato de que, hoje, qualquer um pode ser o Wikileaks.
Com o Roundtable, o Wikileaks mostra que é mais uma organização da rede do que da grande mídia. A reação de proteção da web agora faz ainda mais sentido. Assim como faz sentido que a gente use não apenas esse espaço, mas essa abertura pro debate, pra usarmos o Wikileaks e a sua relevância política no ativismo pela internet livre e neutra.
ARede - O que signifca o fato de a Esfera colaborar com o Wikileaks, além da questão de "desmidiatizar" o site?
Daniela Silva - É sensacional que esse projeto tenha chegado até nós. Porque nós não somos desenvolvedores de tecnologia simplesmente. Somos ativistas pela transparência e pela abertura, e acho que essa ação permite que a gente mostre como é possível usar as ferramentas da web – já que o site foi construído usando o conhecimento livre, compartilhado por inúmeros hackers, disponível hoje na rede – para defender as causas que consideramos importantes.
No passado, nós criticamos o Wikileaks por ter uma prática muito mediada de comunicação. Sempre questionamos se é efetivo confiar que grandes veículos de comunicação se coloquem como validadores do que é ou não é importante em documentos públicos – achamos inclusive que há casos em que a inteligência das redes pode fazer melhor, sendo necessário e talvez mais estratégico incentivar e abrir caminhos pra que isso aconteça. Este é o principal mote da Esfera hoje – atuar politicamente junto com a sociedade, ressignificando informações de governo pra assim ressignificar a política.
Essa parceria que começou agora ainda pode render novas ideias e novos projetos, e eu espero que tanto a Esfera quanto todos os cidadãos em rede, com essa nova porta que foi aberta, tenham agora mais espaço pra interagir com o Wikileaks pra levá-lo nessa direção, do empoderamento das pessoas.
ARede - Pelo que entendi, a Wikileaks Roundtable é apenas uma "janela" do Wikileaks para debater com a blogosfera -- explorando canais como o Twitter (com as hashtags #wldiscuss e #wlquest) para a web falar com o Wikileaks. Por que isso é importante?
Daniela Silva - Não acho que é pouca coisa uma organização que alcançou a relevância política e midiática do Wikileaks, altamente baseada na integração com as mídias tradicionais, de repente decidir seguir o caminho de uma comunicação mais direta com as pessoas. É uma grande virada, e uma virada que aponta pra um jeito mais interessante de comunicar, articular e engajar.
Eu não conseguia ver muita novidade no caso do Wikileaks em relação ao que acontece normalmente na mídia: vazamentos de informação vindos de fontes quentes do governo. Não via novidade nenhuma no Wikileaks propriamente, a não ser na reação que veio da outra ponta – o bloqueio das empresas financeiras e dos provedores –, da articulação de guerrilha dos hackers para defender a causa, e principalmente do fato de que, hoje, qualquer um pode ser o Wikileaks.
Com o Roundtable, o Wikileaks mostra que é mais uma organização da rede do que da grande mídia. A reação de proteção da web agora faz ainda mais sentido. Assim como faz sentido que a gente use não apenas esse espaço, mas essa abertura pro debate, pra usarmos o Wikileaks e a sua relevância política no ativismo pela internet livre e neutra.
ARede - O que signifca o fato de a Esfera colaborar com o Wikileaks, além da questão de "desmidiatizar" o site?
Daniela Silva - É sensacional que esse projeto tenha chegado até nós. Porque nós não somos desenvolvedores de tecnologia simplesmente. Somos ativistas pela transparência e pela abertura, e acho que essa ação permite que a gente mostre como é possível usar as ferramentas da web – já que o site foi construído usando o conhecimento livre, compartilhado por inúmeros hackers, disponível hoje na rede – para defender as causas que consideramos importantes.
No passado, nós criticamos o Wikileaks por ter uma prática muito mediada de comunicação. Sempre questionamos se é efetivo confiar que grandes veículos de comunicação se coloquem como validadores do que é ou não é importante em documentos públicos – achamos inclusive que há casos em que a inteligência das redes pode fazer melhor, sendo necessário e talvez mais estratégico incentivar e abrir caminhos pra que isso aconteça. Este é o principal mote da Esfera hoje – atuar politicamente junto com a sociedade, ressignificando informações de governo pra assim ressignificar a política.
Essa parceria que começou agora ainda pode render novas ideias e novos projetos, e eu espero que tanto a Esfera quanto todos os cidadãos em rede, com essa nova porta que foi aberta, tenham agora mais espaço pra interagir com o Wikileaks pra levá-lo nessa direção, do empoderamento das pessoas.
Pontos de Cultura de São Paulo organizam viagem para se manifestar em frente ao MinC
- Pontos de Cultura de São Paulo organizam viagem para se manifestar em frente
ao MinC, em Brasília.21/02/2011
Saiu hoje de São Paulo pelo menos um ônibus alugado pela Frente Paulista dos
Pontos de Cultura com destino à Brasília, ao bloco B da Esplanada dos
Ministérios, onde fica o Ministério da Cultura (MinC). Pontos de Cultura de
São Paulo, a exemplo do Fórum dos Pontos de Cultura do Rio de Janeiro,
protocolaram um pedido de audiência com a ministra Ana de Hollanda na
representação local do MinC. Sem resposta, decidiram se encaminhar à
Brasília para, com representantes de pontos do Distrito Federal, fazer uma
“ocupação pacífica do MinC” e exigir a audiência com a ministra.
Sua reivindicação é uma postura clara do MinC sobre como será a continuidade
do Programa Cultura Viva e como serão pagos os recursos atrasados de pontos,
prêmios e bolsas. “Nenhum representante do MinC nos procurou para debater
mudanças já realizadas no ministério ou nos fez um comunicado oficial sobre
a futura gestão em relação aos Pontos de Cultura”, afirma Daniel Marostegan,
do Pontão Teia Casa de Criação, de São Carlos, interior do estado. “Há uma
enorme insegurança sobre isso, que também se relaciona com a maneira com que
o governo passado terminou seu mandato”, completa ele.
No dia 18 de fevereiro, sexta-feira, o *site* do MinC publicou uma
nota<http://www.cultura.gov.
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